Consultoria e Assessoria em Marketing Político
Menu Marketing Pólis css

Os cabos eleitorais são como soldados em uma guerra. Sua munição é nada mais, nada menos do que informação referentes as ações dos candidatos, dos mandatários etc.

A IMPORTÂNCIA DOS CABOS ELEITORAIS BEM TREINADOS

Com as mudanças e restrições no uso das propagandas para candidatos, os investimentos na utilização dos cabos eleitorais aumentaram consideravelmente. Se a campanha eleitoral é comparada e considerada por muitos como uma guerra, então os cabos eleitorais do candidato são soldados do front de batalha. Com a utilização de um mapa, o candidato pontua nos bairros onde estão seus cabos eleitorais. A partir daí, percebe-se onde estão os locais em que ele estaria mais fraco ou mais forte. A partir daí, utiliza-se das estratégias do marketing político visando ampliar a votação naquele lugar. Se fosse realmente uma guerra, ele estaria colocando soldados munidos com tanques blindados no lugar “X” visando reforçar e aniquilar de uma só vez o inimigo até então mais forte. Já no lugar “Y”, levaria para os soldados apenas mais munição porque provavelmente estariam alimentados, descansados e com boa parte dos soldados com blindados, esperando por um erro do inimigo. Estratégia militar; é basicamente isso que se faz em uma guerra e campanhas eleitorais, geralmente se usam algumas estratégias. Qual seria a diferença da munição para soldados de uma guerra para a munição de cabos eleitorais? Para os soldados, ela se torna imprescindível porque não existe combate sem munição e matar, enquanto existir munição e soldados no front de batalha existirá combate e as chances de vitória na batalha serão reais.

Nesse contexto, tudo depende de um bom estrategista militar para que ele lidere seus soldados e cuide para que não haja desistência na hora do combate. Um exército disperso é demonstração de desorganização e fraqueza. Entretanto, a mesma coisa acontece com os cabos eleitorais na campanha, porque se não estiverem bem preparados, bem informados sobre como defender tal candidatura, com certeza demonstrarão despreparo e desorganização para o eleitor, que espera de seu representante um mínimo de preparo. O eleitor tem pressa de ouvir da boca do candidato e de seus cabos eleitorais os seus desejos e anseios. Se fosse há algumas décadas  quando o Coronelismo era mais abrangente, a falta de um discurso coerente não fazia tanta diferença para a maioria do eleitorado. Hoje em dia não dá para subestimar a concepção crítica do eleitor, que vem se formando com o tempo, com a ajuda de alguns veículos de comunicação e à medida em que chegam os períodos eleitorais, somam-se mais concepções políticas. Na campanha eleitoral munição é informação. É discurso na “ponta da língua”. Se os cabos eleitorais e o próprio candidato não estiverem bem munidos com “informação (munição)”, estarão transmitindo uma imagem de desorganização, despreparo e incompetência. Assim, o candidato começa a virar alvo de deboches, perdendo a confiança. Um dos grandes segredos para se vencer uma batalha está nos soldados bem treinados e munidos até os “dentes” pela informação. A multiplicação dos votos acontece subordinada ao bom discurso que os cabos eleitorais e candidato devem fazer.

No meio político em geral, existem pessoas que lidam com política há trinta, quarenta, cinquenta anos e se gabam por isso, mas na hora de sintonizarem e treinarem seu discurso com os cabos eleitorais, ficam totalmente perdidos. Confie a função do treinamento ao profissional da estratégia, pois seu objetivo é fazer com que os cabos eleitorais saiam com mais disposição e confiança, sabendo utilizar seus argumentos de maneira concisa, precisa e com IDENTIDADE DISCURSIVA. Buscar o reconhecimento do povo é tarefa do candidato, e para conseguir a vitória eleitoral, ele depende totalmente de sua base política e social, ou seja, com o auxílio dos cabos eleitorais, o candidato poderá vencer a guerra (eleição).

Obs: Lembrando que estas estratégias fazem parte de um grande contexto e que elas não se limitam somente ao que foi citado. Se você gostou, por favor, repasse para um amigo candidato.

Por Sullyvan Andrade, publicitário, especialista em marketing político e propaganda eleitoral pela Universidade de São Paulo (USP).



Copyright (C) 2008 - Designer Marketing Pólis - Todos os direitos reservados